Guardiãs dos Lençóis: cooperativas atuam na preservação do paraíso maranhense
Os Lençóis Maranhenses são um dos maiores tesouros naturais do Brasil e recebem visitantes do mundo todo. Confira no vídeo como o cooperativismo tem ajudado a manter esse paraíso vivo para as próximas gerações.
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses encanta visitantes do mundo inteiro com suas dunas e lagoas. Mas a preservação desse patrimônio exige cuidado constante, e é nesse cenário que cooperativas e pesquisadores assumem protagonismo silencioso na defesa do ecossistema.
Entre as dunas e lagoas, vive uma espécie discreta, mas de enorme valor ecológico: a pininga, pequena tartaruga semiaquática endêmica do Maranhão e Piauí. Ágil e silenciosa, ela é essencial para o equilíbrio ambiental da região. “A pininga é um cágado semiaquático, típico das regiões costeiras de dunas, com ou sem corpos d’água permanentes”, explica a equipe do BioÁqua, laboratório de biodiversidade aquática do IFMA – Campus Barreirinhas.
O grupo realiza pesquisas que servem de base para planos de manejo e projetos de sensibilização comunitária. “Nosso papel é gerar dados científicos e desenvolver ações para que as comunidades valorizem a biodiversidade e protejam as espécies do parque”, destacam os pesquisadores.
Além da ciência, o turismo consciente também contribui para a preservação. Cooperativas como a Coptu organizam as rotas e passeios nos Lençóis de forma a respeitar os ciclos naturais. “Hoje são 800 veículos credenciados. Nós trabalhamos orientando motoristas, guias e visitantes. Nosso objetivo é equilibrar turismo e conservação”, afirma um dos representantes da cooperativa.
Para os cooperados, o título de “Guardiões dos Lençóis Maranhenses” traduz o compromisso coletivo com a proteção do território. “Preservar os Lençóis é preservar vida, cultura e futuro. É possível desenvolver sem destruir e crescer sem perder o que somos”, reforçam.